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PERNAS PRA QUE TE QUERO

Confira os tratamentos para você ficar livre das varizes e vasinhos antes do Verão chegar!

Ainda é primavera, mas vestir um short ou uma minissaia quando os dias esquentam e principalmente neste pré-Verão, não está nos seus planos por causa dos vasinhos e varizes? Tire essa ideia da cabeça, já!

 

Se você morre de vergonha de desfilar por aí a bordo de uma minissaia por causa de vasinhos ou varizes, saiba que não está sozinha: três em cada dez pessoas têm varizes e, adivinhe, a maioria delas é mulher! Além de serem extremamente antiestéticas, essas veias dilatadas ou saltadas provocam dor, sensação de peso e, pior, podem até causar um problema de circulação. Mas calma! Existem diversas técnicas (elas podem ser feitas sozinhas ou combinadas) que podem dar cabo do problema – uma delas, com certeza, irá resolver o seu.

 

“O melhor tratamento é aquele que leva em consideração cada caso. Daí a importância de avaliar o histórico da paciente, se ela passa muito tempo em pé, fuma, é sedentária ou não”, conta a cirurgiã vascular e angiologista Laís Faina, integrante do corpo clínico do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e do Hospital Quinta D’Or. Uma recomendação vale para todo mundo, inclusive como prevenção: é preciso controlar o peso e praticar exercicios pelo menos três vezes por semana. Os mel

hores exercícios são aqueles que promovem a contração e o relaxamento da panturrilha, como caminhar, subir escadas, pedalar, estimulam a circulação sanguínea.

 

Varizes x vasinhos

 

 “Varizes são veias superficiais dilatadas nos membros inferiores. A causa ainda não é conhecida, mas acredita-se que tenha a ver com genética. Elas perdem a elasticidade, distendem e ficam mais longas. Isso explica por que elas são tortuosas – afinal, estão mais compridas e precisam caber no mesmo espaço de antes”, explica Laís Faina.

 

“Há ainda as microvarizes, de tons azulados, que aparecem especialmente na lateral das coxas e dos joelhos e são um pouco menores: o calibre varia de 2 a 4 milímetros. As mais grossas podem chegar até 8 milímetros. Vale lembrar que as varizes também podem ser estreitas. Nesse caso, são popularmente conhecidas como vasinhos e são fáceis de identificar pela cor (avermelhada ou arroxeada), localização ((os alvos principais são as coxas e atrás do joelho) e espessura (até 1 milímetro de diâmetro, como um fio de cabelo)”, completa a especialista.

 

Abaixo, confira cinco técnicas seguras e eficazes que são capazes de acabar com varizes e vasinhos. 

 

  1. Escleroterapia com espuma

 

Indicação: vasinhos.

 

Como é feita: é injetado nos vasos uma espuma à base de ar e polidocanol, substância que facilita a secagem deles. Alguns especialistas ainda utilizam o aparelho de ultrassom visualizar as veias profundas com maior precisão. 


Ponto positivo:
a densidade da espuma faz com que o medicamento se concentre no vaso, trazendo resultado imediato.

 

Atenção: a ação da espuma torna o tratamento mais agressivo, aumentando o risco de manchar a pele. Por isso, se você é morena ou tem tendência a manchas, converse com o seu médico para saber se deve optar por outra técnica. 

 

Número de sessões: duas a três
 

 

  1. Escleroterapia com glicose

 

Indicação: vasinhos.

 

Como é feita: O cirurgião vascular ou angiologista usa uma agulha fina para injetar glicose com concentração entre 50% e 75% nos vasinhos. “A substância fica grudada na parede interna da veia e obstrui a passagem do sangue, deixando-a invisível sob a pele”, esclarece Laís Faina. Também existe a crioescleroterapia, que utiliza glicose congelada. O efeito geladinho que ela causa diminui o ardor da aplicação.

 

Ponto positivo: o método é antigo, seguro e o mais recomendado pelos especialistas. Permite que você malhe ou use salto alto já no dia seguinte. Além do preço mais baixo, muitos convênios médicos cobrem o procedimento.

 

Atenção: a glicose causa ardor ao ser injetada e as picadas podem deixar hematomas. Nesse caso, é preciso evitar o sol até que as manchas desapareçam, o que pode levar até duas semanas.

 

Número de sessões: entre cinco e sete, com intervalo de uma semana entre elas.

 

 

 

  1. Escleroterapia a laser

 

Indicação: vasinhos.

 

Como é feita: a sessão dispensa anestésico e já começa com os disparos do laser Nd:Yag 1064. “A energia é absorvida pelos pigmentos do sangue, aquecendo e queimando os vasinhos de até 4 milímetros de diâmetro” diz a cirurgiã vascular.

 

Ponto positivo: é uma opção para quem tem medo de agulha – aqui, elas são substituídas por pequenos choques. Na maioria dos casos não surgem manchas após a aplicação. Não pode tomar sol e deve-se hidratar bem a pele, antes e depois. 


Atenção:
quem está bronzeada não pode fazer sob o risco de manchar a pele.

 

Número de sessões: entre três e sete, com intervalo de um mês.

 

  1. Cirurgia com endolaser

 

Indicação: varizes.

 

Como é feita: uma cânula guiada por ultrassom é introduzida na veia de grande calibre e, à medida que ela é retirada, dispara-se o laser. Com isso, a variz seca e se fecha, interrompendo o fluxo sanguíneo e diminuindo complicações na operação. O procedimento pode ser feito com anestesia local ou raquidiana.

 

Ponto positivo: a recuperação é mais rápida do que na cirurgia tradicional e a dor menor. “Em geral, volta-se ao trabalho dois ou três dias depois. Porém, se as varizes forem volumosas, o repouso pode chegar a 15 dias”, afirma a angiologista. Atividade física? Depois de um mês assim como tomar sol.

 

Atenção: O laser não é indicado para pessoas com varizes muito grossas. “A energia não consegue fechá-las totalmente e podem reaparecer”, alerta a especialista.

 

Número de sessões: uma.

 

  1. Cirurgia tradicional

 

Indicação: varizes.

Como é feita: trata-se da remoção das veias de calibre grosso que estão dilatadas e, por isso, comprometem a circulação sanguínea e a estética. O cirurgião faz um corte de 1 centímetro no tornozelo e de 2 centímetros na virilha por onde é retirada a safena. Nas cirurgias menores, são feitos cortes tão pequenos que dispensam os pontos.

 

Ponto positivo: a maioria dos convênios médicos cobre o procedimento, que dispensa pontos (basta um curativo). O resultado é definitivo.

 

Atenção: você vai ter que ficar de um a dois meses sem tomar sol e usar meia elástica. Por isso, deixe a operação para o inverno. Também é preciso fazer repouso absoluto de quatro a 15 dias e ficar longe da ginástica de dez a 30 dias.

 

Número de sessões: uma.

 

Serviço:

Dra. Lais Faina – Cirurgia Vascular e Angiologia

Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 330, sala 709 – Ipanema.

Telefones: (21) 3079-3003 / (21) 99307-9763 (Whats App)