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Morte súbita: entenda mais sobre sua causa, prevenção e tratamento

 

A morte do modelo Tales Cotta, de 26 anos, na semana passada, após sofrer um mal súbito enquanto desfilava durante a SPFW (São Paulo Fashion Week), trouxe à tona uma discussão importante: o que é a morte súbita, quando e porquê acontece e como pode ser prevenida.

De acordo com a cardiologista Priscilla Mendonça, Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a morte súbita é secundária a um evento que se caracteriza pela perda súbita da consciência, em consequência de uma parada cardiorrespiratória, e que, se não for possível abortar rapidamente esse processo, o óbito se confirma. “Existem algumas causas de morte súbita de origem cardiovascular, como o infarto e a embolia pulmonar, porém em pacientes jovens, as arritmias cardíacas se sobressaem. Eventos neurológicos também podem estar relacionados com a morte súbita” afirma a médica. 

Pessoas que não possuem histórico de doenças também podem estar em risco. “As arritmias cardíacas malignas podem acontecer mesmo em pacientes com corações estruturalmente normais, mas com alterações elétricas que podem ser genéticas ou adquiridas. Ruptura de aneurismas cerebrais com sangramento intracraniano é um exemplo de evento neurológico que pode causar morte súbita”, afirma Priscilla Mendonça.

O risco previsto de morte súbita entre pessoas com idade até 35 anos é de 0,75 a cada 100 mil homens e de 0,13 a cada 100 mil mulheres. Acima dessa idade, o número se igualiza entre homens e mulheres, com seis mortes a cada 100 mil pessoas.

 

Arritmias cardíacas e morte súbita:

Caso o paciente não tenha os cuidados necessários ou não procure o médico, as chances de um evento cardíaco de grande risco ocorrer aumentam. “Sintomas como palpitações, cansaço, náuseas e mal-estar podem estar relacionados com episódios de arritmias cardíacas”, relata a cardiologista. Em razão disso, é necessário ter atenção. “Reconhecer e tratar a causa das arritmias cardíacas malignas ainda é a melhor maneira de evitar a morte súbita, mas isso se torna difícil em pacientes jovens, geralmente sem comorbidades prévias conhecidas.” completa a especialista.

Priscilla afirma que se alguma doença for diagnosticada, o cardiologista pode adotar algumas intervenções como o uso de ablação (tratamento definitivo através de cateter), medicamentos ou implante de marca-passo e desfibrilador. “O mais importante é saber que, apesar de complexas e de alto risco, atualmente todas as arritmias têm tratamento, permitindo que os pacientes retornem à sua vida normal em curto período após o tratamento”,

Vale lembrar que mais de 95% das mortes súbitas ocorrem fora do hospital. Por isso, ter conhecimento do suporte básico de vida, pode garantir a rápida desfibrilação e aumentar consideravelmente a taxa de sobrevida durante um evento, tanto que quando o acesso ao desfibrilador ocorre entre cinco e sete minutos, após a parada cardíaca, mais da metade dos pacientes pode ser salva.

A morte súbita é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres, após os 65 anos de idade. Antes disso, o homem morre quatro vezes mais que a mulher de morte súbita. “Em pacientes idosos, a morte súbita ocorre mais em portadores de doença coronariana, e o infarto agudo do miocárdio fulminante sobressai como causa. Esse é o grupo de maior risco e que necessita de maior atenção. Lembrando também que pessoas que praticam atividade física necessitam de uma avaliação médica antes de iniciarem os exercícios, visando detectar problemas silenciosos que possam se agravar durante o esforço” finaliza a cardiologista.

 

ALERTA:

5% da população brasileira possui algum tipo de arritmia;

450 mil casos de morte súbita por ano nos Estados Unidos;

250 mil casos de morte súbita por ano no Brasil;

A cada 2 minutos ocorre uma morte súbita no Brasil;

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO:

Priscilla Mendonça afirma que o tratamento preventivo das arritmias cardíacas é eficaz e que permite evitar grande número de casos de morte súbita. Um método muito utilizado para o tratamento é a ablação por radiofrequência. Este foi o maior avanço no tratamento das arritmias cardíacas que ocorreu no final do século passado.

 

 

Serviços:

Dra. Priscilla Mendonça

Cardiologia/Clínica Médica/ Ecocardiografia

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