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MÉTODO DE HIPNOSE NATURAL AJUDANDO NA CIRURGIA BARIÁTRICA

A cirurgia bariátrica dá uma grande contribuição para o emagrecimento, devendo este ser contextualizado pela equipe multidisciplinar (médicos em suas diversas especialidades, psicólogos, enfermeiros, dentre outros), sendo de grande relevância trabalhar os aspectos físico, mental e espiritual, numa perspectiva integral do cliente. 

O método da hipnose natural ericksoniana é uma eficaz ferramenta de trabalho para profissionais da área da saúde, uma vez que a obesidade apresenta um aspecto multifatorial. De nada adianta fragmentar o tratamento do paciente, separando-o em partes isoladas, sem a integração das práticas profissionais; pois ele é um sistema completo, não deve ser percebido colocando-o em justaposição. É importante que o paciente seja visto como a parte no todo e o todo na parte, em sua totalidade. 

 Frequentemente os quadros de sobrepeso e obesidade são acompanhados por ansiedade e/ou depressão, assim como por compulsões alimentares, que podem ser vistas como alívio de tensão. Encontramos, em todos os quadros, o peso de crenças limitantes contribuindo para repetição deste padrão.       

Existem diversos aspectos a serem considerados no tratamento dos transtornos alimentares: orgânico, na origem e em elementos que possam estar influenciando o quadro; o costume ou o hábito propriamente dito (maus aprendizados); cognitivo (as crenças limitantes); a compulsão a comer como necessidade de colocar algo na boca.       

Há, em geral, considerável dificuldade em reconhecer as emoções, entender suas mensagens e expressá-las adequadamente. Da mesma forma que muitas pessoas com obesidade tendem a comer como reação a diversas alterações emocionais, entre elas as sensações de ansiedade, medo, solidão, nervosismo ou raiva, cabe assinalar que pessoas com o peso normal também o fazem. 

 O gene que regula o metabolismo dos triglicérides tem sido identificado e codificado recentemente, e as anomalias neste podem ocasionar alguns casos de obesidade. Da mesma forma, existem reguladores de apetite periféricos e do sistema nervoso central(bombesina, colecistoquinina, somatostatina, e substância P) e neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina).        

Ao observar o sistema familiar, ainda que haja um conjunto de fatores específicos que predisponham a obesidade, os membros da família que carecem de afeto e amor podem utilizar os alimentos e a ingestão excessiva dos mesmos como “substitutos de amor”. Pais cujas próprias infâncias se caracterizaram por privações sociais, econômicas ou emocionais, podem criar, indiretamente, filhos com obesidade. A identificação com seus filhos “bem alimentados e cuidados” pode compensar suas privações anteriores. Essas famílias, além disso, podem comparar o tamanho físico e o estado de “boa alimentação” com a força física e emocional. Por tanto, as crianças obesas dessas famílias podem temer a perda de peso. 

 É muito diferente um sobrepeso a partir de uma circunstância particular do que uma situação crônica. A primeira quase sempre é resolvida facilmente quando encontramos o que está relacionado. A segunda pode esconder muitos aspectos e costuma ser mais resistente.

 Quando já consideramos os aspectos orgânicos, podemos ver o sobrepeso e a obesidade como um hábito, com muitos níveis a serem considerados, e trabalhar a compulsão alimentar como um sintoma. Muito importante trabalhar todos esses aspectos para obter resultados duradouros. Por tudo isso, é muito útil ensiná-los exercícios de auto-hipnose para que os façam cada vez que sintam necessidade.