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Botox: toxina botulínica chegou ao Brasil há mais de 25 anos

Quem ouve falar em Botox logo associa a substância aos milagrosos (ou exagerados) tratamentos de beleza que dão uma esticada e jovialidade à pele. O que poucos sabem é que o produto - marca registrada da toxina botulínica A - de uma empresa de medicamentos - chegou ao Brasil há pouco mais de 25 anos para ser utilizado no tratamento de doenças como a distonia e em lesões medulares.

Além de disfarçar as rugas, a toxina botulínica é utilizada no tratamento de várias patologias relacionadas aos movimentos e a musculatura. Das nove indicações terapêuticas do produto no país, apenas uma é estética. No mundo, são mais de 22 usos relacionados à saúde. Na lista entram desde a aplicação para quem tem problemas nos músculos da bexiga, prevenção de enxaquecas até na recuperação de pessoas que tiveram AVC e paralisia cerebral.

“Podemos afirmar que a toxina botulínica A foi um divisor de águas para o tratamento de pacientes portadores de distúrbios do movimento e do tônus. Somam-se a isso as inúmeras possibilidades de novas indicações terapêuticas para pacientes de diversas patologias, sempre com baixo índice de efeitos colaterais, altas taxas de sucesso e benefícios incontestáveis”, explica o cirurgião plástico Felipe Mazzillo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – RJ, com consultório no Leblon.

A toxina foi utilizada pela primeira vez para fins terapêuticos entre os anos de 1950 e 1960 pelo oftalmologista americano Alan Scott, que buscava terapias alternativas para o estrabismo. Foi em 1989 que o nome Botox foi registrado chegando ao Brasil nos anos 1990 para tratamentos de problemas neurológicos.

Finalmente, em 2002, o FDA (órgão que controla o registro de medicamentos e alimentos nos EUA), autorizou o uso do Botox para melhorar a aparência das rugas de expressão localizadas entre as sobrancelhas em pacientes adultos. A partir daí, o nome Botox se fez conhecer entre os procedimentos estéticos como um dos mais procurados. Abaixo, o cirurgião plástico Felipe Mazzillo responde as dúvidas mais comuns sobre a toxina botulínica:

1. Como o produto age?
A toxina botulínica é produzida pelo Clostridium botulinum, modificada para fins estéticos, tem como objetivo paralisar ou diminuir a contração muscular no local onde ela é aplicada. Na face, atua nos músculos da mímica facial, prevenindo as chamadas “rugas dinâmicas” que ao longo do tempo, se transformam nas rugas definitivas ou “estáticas”, marcando a pele. O produto visa à prevenção da formação dessas rugas, em longo prazo, ou na atenuação das rugas já formadas, em curto prazo. O resultado começa a ser observado em 2 a 5 dias e completa seu efeito máximo em até 2 semanas. Dura em média em torno de 6 meses de acordo com o fabricante.

2. Para qual tipo de ruga ou linha de expressão ele funciona melhor?
É indicado para rugas dinâmicas (rugas formadas pela ação muscular da mímica facial). Quando aplicada, a toxina paralisa de forma gradual essa musculatura, atenuando e diminuindo a formação da ruga.

3. Em quais regiões do rosto o produto é mais eficaz?
A toxina é eficaz para o tratamento das rugas da testa (frontal), pés de galinha (ao redor dos olhos) e glabela (entre os olhos). Mas também é muito utilizada no 1/3 médio da face e no pescoço.

4. Qual é a diferença entre a toxina botulínica e o ácido hialurônico?
A toxina botulínica faz um bloqueio muscular, evitando assim a ruga dinâmica (que formam com a mímica facial, por exemplo, as rugas entre os olhos, na testa, pés de galinha). Já o ácido hialurônico é usado para como preenchimento cutâneo para rugas já formadas há mais tempo, as ditas rugas estáticas (como exemplo o “bigode chinês”). Podem ser utilizados como coadjuvantes a toxina e o preenchimento para o tratamento global da face.

5. A toxina botulínica pode causar algum tipo de deformação?
Não foram descritas complicações graves com a toxina botulínica. Todos os efeitos são transitórios. De complicação mais frequente, causada pela má aplicação ou pela migração do produto, temos as assimetrias e a ptose palpebral (queda da pálpebra). Por isso deve ser aplicada por um profissional capacitado e com profundo conhecimento de anatomia facial, como um cirurgião plástico.

6. O produto pode causar alergia? 

Embora seja raro, sim. Como qualquer outra medicação.

7. Com o tempo, o organismo cria resistência à toxina?

Sim. Isso é mais comum em pacientes que receberam altas doses, em curtos intervalos de tempo, por longos períodos. Por isso aconselhamos a aplicação de doses menores (“profiláticas”) e com intervalo mínimo de 6 meses, visando a prevenção na formação da ruga.

8. O que a pessoa deve saber antes de fazer o Botox?

O Botox bem feito irá atenuar ou prevenir a formação de rugas, e não eliminá-las. Ao passar o efeito, uma nova aplicação deve ser programada para 4-6 meses. Ele agirá nas rugas dinâmicas, ou seja, naquelas que se forma com o movimento (contração da musculatura), e não nas rugas estáticas (por exemplo, “bigode chinês”). Para essas, o indicado seria preenchimento com ácido hialurônico para repor volume.

Quando se aplica a toxina, deve-se permanecer sem deitar ou abaixar a cabeça nas primeiras 4 horas após a aplicação. Não lavar ou manipular a área tratada. Prevenimos assim a movimentação do produto e a paralização de um grupo muscular facial que não queremos.

De efeitos colaterais os mais relatados são cefaleia (dor de cabeça) leve e sintomas gripais leves, facilmente tratados com analgésicos comuns.

9. Quando surgem as linhas de expressão, o Botox é mais viável que o uso de cremes?

Sim. Sem dúvida alguma. O Botox atua diretamente na formação da ruga. O creme apenas atenua a formação das mesmas.

10. Qual conselho daria para quem quer realizar o procedimento?

Procurar um profissional capacitado, cirurgião plástico que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Procure indicações. Não procure preço ou propagandas enganosas. A sua saúde está em primeiro lugar. Por menor que seja o risco do procedimento, ele existe.

 

Serviço:

Clínica de Cirurgia Plástica Dr. Felipe Mazzillo

Endereço:
 Av. Ataulfo de Paiva, 341, sala 301 – Leblon

Telefones: (21) 3449-9113 / (21) 96729-8041 / (21) 99773-5936

www.mazzillo.com.br